Cidades

Gestante aguarda atendimento após impasse com plano de saúde

Hospital Cidade, do HapVida, se recusa a receber pagamento imediato, diz família

Por Paulo Gabriel - repórter / Tribuna Hoje 13/07/2026 06h35 - Atualizado em 13/07/2026 09h07
Gestante aguarda atendimento após impasse com plano de saúde
Impasse - Foto: Divulgação

Uma gestante que chegou ao hospital Maceió (Rede Hapvida) por volta das 4h da manhã desta segunda-feira (13) para realizar o parto enfrenta horas de espera em razão de um impasse envolvendo a cobertura do plano de saúde e a autorização para o atendimento. Segundo relato da família, apesar da situação de urgência e da disposição para custear integralmente o procedimento de forma particular, o hospital teria se recusado a receber o pagamento imediato.

De acordo com os familiares, a unidade hospitalar informou que, antes de aceitar o atendimento particular, seria necessário aguardar uma resposta da central administrativa localizada em Fortaleza para formalizar a negativa de cobertura do plano de saúde. Somente após essa manifestação seria possível realizar o pagamento particular.

Ainda conforme a família, a demora já se estende por várias horas, enquanto a paciente permanece aguardando atendimento. Os familiares afirmam que insistiram diversas vezes para efetuar o pagamento diretamente na recepção, mas receberam a informação de que a unidade não possui autonomia para autorizar o procedimento antes da manifestação da central responsável.

O caso levanta questionamentos sobre os protocolos adotados em situações de urgência obstétrica. A legislação brasileira prevê proteção especial à gestante e estabelece que, em determinadas circunstâncias, o atendimento de urgência e emergência não pode ser condicionado a exigências administrativas que coloquem em risco a saúde da paciente ou do bebê.

A família informou que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos caso fique constatado que a demora comprometeu a segurança da gestante ou do recém-nascido.
Até o momento da publicação desta matéria, não havia manifestação oficial do hospital nem da operadora do plano de saúde sobre os fatos narrados pela família. O espaço permanece aberto para que ambas as instituições apresentem seus esclarecimentos.